Nem Sempre a Outra Face

Nem Sempre a Outra Face

Nem Sempre a Outra Face

Há palavras que ecoam através dos séculos…
“Se te baterem numa face, oferece a outra.”
Mas… e quando essa entrega se torna sentença?
Quando calar é consentir a injustiça?
Este poema nasceu da reflexão, da dor do mundo, e do desejo de uma paz que não se ajoelha perante o mal.

Partilho-o com todos os que, como eu, acreditam no amor —
mas não a qualquer preço.

Nem Sempre a Outra Face

Disseram-me:
"Se te ferirem, oferece a outra face…"
Mas não disseram
que às vezes a mão que fere
não pára na segunda.

Há bofetadas que não são lições,
são sentenças.
Há silêncios que não são virtudes,
são jaulas.

Oferecer a outra face
é belo —
quando se é livre para o fazer.
Mas quando a dor é imposição,
quando a alma se esvai a cada golpe,
a outra face é martírio,
é injustiça sem nome.

Perdoar não é consentir.
Amar não é calar.
Paz não é aceitar o mal
com um sorriso desfeito.

Prefiro a resistência que não fere,
o grito que acorda,
o gesto que protege os frágeis
sem se tornar pedra.

E se um dia eu tiver de escolher,
não darei a outra face —
darei a mão
a quem já caiu demais.

Tu e Eu… Eu e Tu

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