O Nome que te Dei


(versão final)

Na primeira vez que te vi,
não li um papel,
nem ouvi conselhos.
Vi-te.
E soube.
Chamar-te-ias Vinicius.

Não foi escolha, foi certeza.
Como o mar que sabe onde acaba a areia.
Como o sol que sabe o nome da manhã.

Mas escreveram outra coisa.
Um “u” ficou por dizer.
E um “s” calou-se no fim,
como se o amor pudesse caber sem ele.

E desde então,
engulo esse silêncio como quem engole mar.
Mas em mim, filho,
serás sempre Vinicius.
O nome que te dei
no instante em que me deste o mundo.

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