Depois da tempestade



Vai, meu barco, vai no mar,
leva os sonhos a bailar;
deixa a dor ficar na areia,
há bonança a te esperar.

Aparelha o teu barquinho,
que na praia encalhou;
vai ao largo devagarinho,
que a tormenta já passou.

Vai, meu barco, vai no mar,
leva os sonhos a bailar;
deixa a dor ficar na areia,
há bonança a te esperar.

Carrega-o de esperança,
leva amor no coração;
segue firme, na confiança,
vem aí nova estação.

Vai, meu barco, vai no mar,
leva os sonhos a bailar;
deixa a dor ficar na areia,
há bonança a te esperar.

Porque a vida é correnteza,
é maré que vai correr;
não te prendas à tristeza,
hás de sempre renascer.

Vai, meu barco, vai no mar,
leva os sonhos a bailar;
deixa a dor ficar na areia,
há bonança a te esperar

 

 Nota da autora:
Este poema nasceu como mensagem de esperança depois das tempestades que a vida nos impõe. Inspirado pelo mar e pela coragem de recomeçar, foi adaptado para canção marítima e ganhou forma musical no Suno, com arranjos de inspiração folk portuguesa e galega. É um convite a todos os navegantes do coração para seguir em frente, confiando que a bonança sempre chega.

 


 

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