Cheiros do Passado

Entre o sonho e a ilusão, há um espaço onde o tempo se dissolve e a memória se transforma em bruma.
É nesse lugar que habitam os cheiros do passado — suaves, persistentes, e cheios de ecos que o coração ainda reconhece.
A imagem que acompanha este poema é o reflexo dessa travessia interior: uma alma envolta em luz difusa, caminhando entre o que foi e o que permanece, entre a lembrança e o esquecimento.
Porque há memórias que não morrem… apenas aprendem a sonhar. ✨ 

 

Cheiros do Passado 

Quando os cheiros do passado
Me vierem visitar,
Ouvirei ecos de vozes
Que já não estão para me lembrar.

As coisas que tanto amei,
As que um dia desejei,
E aquelas que tento esquecer,
Vão erguer-se, silenciosas,
Entre o sonho e o padecer.

Nas esquinas do tempo gasto,
Ficam marcas a pulsar —
Cicatrizes de uma vida
Que ficou por contar.

E eu deixo que me envolvam,
Suaves, como o luar,
Os cheiros do passado
Que voltam para me abraçar.


Letra Tianela, Música original de Ricardo Silva produzida no Suno

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