Vamos ao Fado



 

Nem sempre sabemos explicar porque gostamos de um poema.
Às vezes é a música que o puxa para dentro de nós — e foi assim com este.

O Ricardo construiu a melodia, e a partir dela nasceu uma letra pedida a uma máquina, depois trabalhada por mãos humanas, até ganhar outra verdade, mais próxima, mais sentida. Talvez seja isso que também diz alguma coisa sobre o fado: começa onde for, mas só fica quando alguém o reconhece.

Não é um texto meu, mas ficou-me.
E por isso faz sentido trazê-lo para este espaço — onde cabem encontros, vozes diferentes e aquilo que, de alguma forma, nos toca.

Fica então este convite simples: vamos ao fado.

 

 

Vamos ao fado 

Vamos ao fado
Que hoje a noite é dos que amam
Leva sorriso guardado
Que as guitarras já nos chamam

Na viela acende a saudade
Há segredos por confessar
Entre copos e verdade
Há quem venha só chorar

Vamos ao fado
Que o fado só faz sentido
Se for vivido
Com alguém que te é amigo

Vamos ao fado
Onde a dor se faz canção
Cada verso é um pecado
que se esconde no coração

E se a vida nos engana
E nos deixa sem abrigo
Hoje a noite nos acolhe
Cantem o fado comigo! 

 



 

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