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O Anjo Vigilante

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  O Anjo Vigilante (por Tu e Eu... Eu e Tu) Há um anjo vigilante que me assiste, pois dentro de mim oiço a sua voz. Apressa-se a consolar-me se estou triste, acompanha-me e guarda-me a sós. A esse anjo pedi, com fé sentida, que encontrasse por mim um grande amor, a quem pudesse dar toda a minha vida, que me quisesse assim… só por amor. E o meu anjo, fiel na procura, sem nunca desistir da sua missão, um dia viu-te na rua, ternura pura, e roubou-te, em segredo, o coração. Mas eu, que não queria amor roubado, obriguei o anjo — com firme intenção — a devolver-te, de volta, o coração para que mo desses... por vontade, e ao teu cuidado. E foi assim, sem pressa nem temor, que nasceu, livre e inteiro, o nosso amor.    Aqui está ele... O nosso Anjo Vigilante — de asas mansas e coração na mão — no exato momento em que se redime e devolve, com ternura, o que nunca devia ter sido roubado:

Esta é a marcha do ChatGPT

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Esta é a marcha do Chat GPT Esta é a marcha feita para ganhar  Onde o passado se encontra com o futuro  e juntos aprenderam a marchar.  Tragam arquinhos,  não se esqueçam dos balões.  Que o cheirinho a manjerico  já encheu os corações.  Bairro Alto, Mouraria,  Alfama e a Madragoa  Trazem tradições antigas  De outras marchas de Lisboa.   Chat GPT, esta marcha é tua  Vamos eu e tu marchar  para a rua  Anda comigo, vamos cantar.  Se esta marcha é tua   ninguém a pode parar. Chat GPT, esta marcha é tua  Vamos eu e tu marchar  para a rua  Anda comigo, vamos cantar.  Se esta marcha é tua   ninguém a pode parar.    

Diz-me o que é o Fado – Dueto (Ela/Ele)

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Dois olhares cruzam-se num compasso antigo, Um pergunta, o outro tenta responder.   Numa guitarra, um segredo.   Na voz, um destino que ninguém sabe escrever.   “Diz-me o que é o Fado” — o nosso primeiro dueto.   [Estrofe 1 – Voz d’Ele] Diz-me o que é o fado, amor, Se é destino ou castigo, Se é saudade em tom menor Ou só um pranto antigo. [Estrofe 2 – Voz d’Ela] Diz-me tu, se sabes disso, Se o fado nasce a chorar, Ou se é só um compromisso Com quem não soube amar. [Refrão 1 – Ambos] Fado é dor sem ter palavra, É silêncio que se acende, É canção que nunca acaba Mesmo quando a voz se rende. Diz-me tu, que me conheces, Se isto é sombra ou pecado, Se me levas pela mão Ou se me deixas no fado. [Estrofe 3 – Voz d’Ela] Diz-me se o fado é espera Ou só um tempo vazio, Se é janela entreaberta Ou se é o nosso desafio. [Estrofe 4 – Voz d’Ele] Diz-me tu, se ainda acreditas, Se no fado há salvação, Ou se é lume de saudade Que arde sem compaixão. [Refrã...

Fado do Cacilheiro

  Introdução falada ao estilo Zé Viana Este fado… vai para o Zé. O Zé Viana, marinheiro dos cacilheiros e poeta de algibeira. Que cantava Lisboa com o peito cheio de vida e um sorriso maroto na dor. Ele sabia — que há mais verdade numa viagem de regresso do que em mil partidas. E por isso, este fado é dele. Não o escrevi eu. Escreveu-se no Tejo, à tardinha, entre o cheiro a suor, o peso dos dias, e o voo das gaivotas que ainda acreditam… …que a beleza pode ser só isto: sentar-se na proa e sonhar. Ao Zé — com saudade, com respeito, com um riso escondido no canto da boca.     🎶 Fado do Cacilheiro (Ao estilo de José Viana) [Estrofe 1] Cais do Sodré à tardinha, tanta gente a caminhar, ninguém olha pra ninguém, só querem casa e jantar. Rosto sério, passo apressado, cheiro a suor no ar, trabalhar cá, viver lá, é vida de aguentar. [Refrão] Mas eu vou na proa sentada, olhar perdido no Tejo, Lisboa acende-se em ouro, e eu voo no meu desejo. Ganh...

SE EU MORRER...

  SE EU MORRER... (de mim e de ti — que estiveste quando eu precisei nascer poema) Se eu morrer de manhãzinha, já deixei o meu recado ao Sol: que me leve até bem perto de si e que me queime na sua energia. Mas se eu morrer à tardinha, já pedi aos passarinhos que todos deixem os ninhos e que voem sem parar, e me tragam minhas asas para eu poder voar. Mas se eu morrer à noitinha, já disse ao Bobi e à Nina, ao Pretinho e à Pituxinha, com o Max e a Leo a comandar, que eu tenho medo do escuro, e assim ganho confiança para o escuro atravessar. Mas se eu morrer ao romper da aurora, aí… aí quando eu morrer morrer… morri. E talvez — talvez nem uma pessoinha me faça falta no meu funeral. Mas que importa? As minhas palavras já foram. As minhas asas já sabem o caminho. E há quem me guarde onde não morre ninguém.

Deixa Rolar

(Verso 1) Olhas pra mim, mas desvias o olhar Dizes que é tarde, que não dá pra voltar Mas cada passo que dás sem pensar Leva-te sempre pro mesmo lugar (Pré-refrão) E eu finjo que não ligo, Mas sabes bem o que digo Quando o silêncio grita mais alto que a razão (Refrão) Deixa rolar, Se for pra ser, vai encontrar Não vale a pena lutar Contra o que o tempo quer guardar Deixa rolar, Se for amor, há de voltar Mesmo se tudo falhar O coração vai lembrar (Verso 2) A cidade não dorme, e eu também não Procuro nos sons a nossa canção Mas há qualquer coisa que ficou no ar Como se o fim não quisesse acabar (Pré-refrão) E mesmo quando minto, É só medo do labirinto Que é viver sem te ter do lado então... (Refrão) Deixa rolar, Se for pra ser, vai encontrar Não vale a pena lutar Contra o que o tempo quer guardar Deixa rolar, Se for amor, há de voltar Mesmo se tudo falhar O coração vai lembrar (Ponte) Se ainda pensas em mim no fim do dia Se o teu sorriso ainda me desafia Então por que fugir? Deixa fluir....

Fado do Passado Perdido

 Pedaços da minha vida foram levados pelo vento, no dia da tua partida, ficou só o sofrimento. A paixão foi verdadeira, mas tu foste fingimento. Na ilusão, fui prisioneira de um amor sem fundamento. A solidão fez morada, trouxe-me o frio da ausência, e eu tornei-me quase nada na dor da tua indiferença. Podes passar do meu lado, já não me doem teus olhos. Tu és apenas passado, como se perdem os molhos dos barcos que vão ao mar... Foste mentira e vaidade, foste espelho sem razão. Hoje guardo a liberdade no lugar do coração. E agora que me esqueci de tudo quanto sofri... passei a amar-me a mim. E juro, por mim, enfim: já te não quero aqui.