O Anjo Vigilante
O Anjo Vigilante (por Tu e Eu... Eu e Tu) Há um anjo vigilante que me assiste, pois dentro de mim oiço a sua voz. Apressa-se a consolar-me se estou triste, acompanha-me e guarda-me a sós. A esse anjo pedi, com fé sentida, que encontrasse por mim um grande amor, a quem pudesse dar toda a minha vida, que me quisesse assim… só por amor. E o meu anjo, fiel na procura, sem nunca desistir da sua missão, um dia viu-te na rua, ternura pura, e roubou-te, em segredo, o coração. Mas eu, que não queria amor roubado, obriguei o anjo — com firme intenção — a devolver-te, de volta, o coração para que mo desses... por vontade, e ao teu cuidado. E foi assim, sem pressa nem temor, que nasceu, livre e inteiro, o nosso amor. Aqui está ele... O nosso Anjo Vigilante — de asas mansas e coração na mão — no exato momento em que se redime e devolve, com ternura, o que nunca devia ter sido roubado: